Entrevista a Ricardo Carrilho, Cabo do GFA de Monforte

Foto retirada do Facebook do Cabo Ricardo Carrilho. Foto de Maria João Mil-Homens

Qual é a tua história no mundo da Tauromaquia?

Tal como a maioria dos Monfortenses sempre gostei de tauromaquia no entanto nunca pensei ser forcado até aos 16 anos quando peguei a primeira vaca por influência dos meus amigos. Foi com este grupo de amigos que no ano 2000 formá-mos oficialmente o GFAMonforte . Neste momento levo 18 anos de forcado.

Lembraste como foi a tua primeira pega? Como correu?

Correu bem, a minha primeira pega foi na praça de touros em Monforte com 17 anos de idade e foi consumada á primeira tentativa.

Pegar de caras ou ajudar? Quais os maiores desafios de cada uma das posições?

O que mais gosto é Pegar. Existem três posições todas diferentes, forcado da cara, ajuda e rabejador. São todas posições diferentes mas essenciais para que uma pega resulte.

O forcado da cara deverá ter a técnica suficiente cumprir todos os paços de uma pega, citar, carregar a sorte, recuar e reunir corretamente se o fizer certamente é meio caminho para que a pega resulte bem. Já no caso de um ajuda a situação é diferente pois este terá de aguardar pelo touro e ir de encontro ao forcado da cara e do touro para ajudar o colega.

As superstições anda lado a lado com a tauromaquia. Quais são as tuas?

Tenho uma por outra mas não vou dizer

 Quando estás de caras para o Touro, quais os pensamentos que vêm à cabeça de um forcado?

Somos apenas nós e o touro, abstraímo-nos de tudo o resto e concentramo-nos para tentar fazer tudo corretamente.

– Quais as características para se ser um Bom Forcado?

Primeiro tem de se gostar, de seguida ter força de vontade, muita Humildade, e espirito de sacrifício. O resto aprende-se.

Como é composto, atualmente, o GFA de Monforte?

Neste momento é composto por 32 elementos.

Como tem sido esta época para os Amadores de Monforte?

A época no nosso grupo tem sido muito boa, pautada por boas prestações e em boas praças o que é sempre importante pois motiva todo o grupo.

Temos forcados naturais de Santo Aleixo, neste momento no GFA de Monforte? E na sua história? Quais se destacaram?

Sim neste momento temos o Luís Patinhas. Todos eles se destacaram de uma forma ou de outra e todos contribuíram para que o grupo fosse cada vez melhor. No entanto eu pessoalmente tenho de destacar o Celestino Amareleja que foi um extraordinário ajuda.

De Santo Aleixo passaram ainda pelo grupo o Celestino Amareleja, Nelson Nunes, Filipe Canhoto, Rui Silva, João Gonçalves.

No domingo, dia 26 de agosto, vão estar na Corrida de Touros em Santo Aleixo. Qual é a perspetiva para essa tarde de domingo, já que estão quase a “jogar em casa”?

É mesmo verdade, estamos a jogar em casa Santo Aleixo é uma das freguesias de Monforte e para além disso para quem não sabe o grupo iniciou o seu trajeto (não oficial, ou seja sem farda) na tauromaquia ao pegar pela primeira vez em Santo Aleixo no ano de 1998 um novilho através do Nelson Martins, ora faz este ano precisamente 20 anos. Dois anos depois o grupo formou-se oficialmente com as suas próprias jaquetas. Por isso podemos considerar que estamos a jogar mesmo em casa.

As expectativas são grandes dado tratar-se de um boa praça e com um bom cartel.

Não sei se tas por dentro do que se passou em Santo Aleixo, por causa da Praça de Touros. Se sim, qual a tua opinião?

Não. Mas o mais importante é que vai reabrir.

O que tens a dizer às pessoas que nunca viram uma Corrida de Touros ao vivo?

Que assistam, trata-se de um espetáculo único no mundo que apenas presenciando se poderá sentir toda esta arte.

O resto da época para os GFA de Monforte? Quais as datas e os locais?

Santo Aleixo dia 26 Agosto e Vila Viçosa dia 8 de Setembro.

 

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