Entrevista a Luís Bagorro – Presidente da SAJ

– Como surgiu a ideia de apresentar uma candidatura à direcção da Santo Aleixo Jovem (SAJ)?

Essa intenção foi pensada ao longo do tempo por constatar que o caminho para o qual se dirigia a associação não era o melhor, senti que maior parte da juventude estava desligada da associação e que se podia fazer mais. Mas não é só dizer que está mal, para se poder criticar é necessário actuar e tomar iniciativa. Após falar com várias pessoas, que se encontravam na mesma situação e sentir apoio de muitas que ainda não faziam parte, decidimos avançar.

 – Sabendo que apenas 19% da população de Santo Aleixo tem menos de 24 anos, qual é a importância que a SAJ deve ter nos jovens de Santo Aleixo? E para a restante população?

Sendo uma percentagem reduzida, mais importante e fundamental é a união que tem de existir entre todos. Penso que neste momento, a SAJ poderá ter um papel direi quase singular em dinamizar a nossa aldeia, pois tanto para jovens como para restante população é fácil ver que as iniciativas são poucas e que nós podemos fazer algo diferente por todos. E penso que existe vontade geral para que isso aconteça.

 – É a primeira vez que a SAJ tem nos seus órgãos sociais pessoas com mais de 40 anos. Qual será o grande benefício desta mudança?

– Se notarmos em Santo Aleixo, um grupo de amigos ou doutro qualquer tipo consegue ter uma variação de idades enorme, portanto não é algo estranho conviverem faixas etárias diferentes. Não foi uma mudança premeditada, simplesmente é um facto, mas de qualquer forma é importante ter alguma experiência e maturidade no seio de qualquer associação/instituição/empresa…

 – Chegou à direção com cerca de 280 euros em caixa. Era o valor que tinha esperado? É um problema?

Sinceramente, não esperava encontrar uma conta recheada. Mas é um novo recomeço e neste caso a situação é melhor que partir do zero, pois tem um saldo positivo e um património importante. Apenas crítico o facto de maior parte do saldo existente ter sido gasto nos últimos dias antes das eleições e que podia ter existido uma conversação para que fosse melhor investido, pois quem ia sair a ganhar sería a Associação.

– Apesar de a SAJ ser uma organização sem fins lucrativos, em que medida é que o aspeto financeiro poderá influenciar o futuro da SAJ?

A SAJ tem todas as condições para ter um futuro risonho. Apesar do saldo, acredito que se as pessoas participarem, cumprirem os seus deveres de sócios, juntamente com os apoios que iremos ter, a longo prazo iremos recuperar e conseguir ficar numa situação estável para podermos investir, para beneficio da Associação e dos próprios sócios.

 – O plano de regularização das quotas foi a primeira medida adoptada pela SAJ. É uma resposta ao problema financeiro? Qual a percentagem de associados com as quotas em dia?

Não foi tanto a pensar num problema financeiro, mas para recuperar os sócios existentes, pois a maioria devia muito tempo e desse modo ninguem iria regularizar o tempo passado para ficar em dia. Neste momento, a percentagem ainda é reduzida mas penso que aos poucos poderemos ir recuperando e dar entrada a novos sócios que nunca tiveram interesse em o ser.

– Depois do plano de regularização das quotas, a primeira iniciativa no terreno foi o peddy paper no sábado de carnaval. Superou as expectativas da direcção? Em que medida?

Para primeiro evento não saberíamos ao certo qual seria a aceitação e ainda para mais com uma actividade que nunca tinha sido realizada. Na minha opinião e na generalidade, foi um sucesso, juntamos pessoas de várias faixas etárias, proporcionamos uma tarde bem pensada e ainda demos uso a um espaço que neste momento não está diariamente aberto como é o caso do mercado.

– Pode levantar o véu e dizer quais são as próximas iniciativas que a SAJ tem em mente, até final de 2013?

Iremos ter várias actividades, mas prefiro que sejam revelados na data certa e quando houver certeza dos mesmos, pois por algum motivo pode não ser possivel realizar o que temos em mente. De qualquer forma posso adiantar, que iremos ter actividades no fim de semana da Páscoa, onde não faltará o Baile da Pinha e garraiadas.

– Como gostaria de ver a SAJ daqui a 5 anos?

Com a nova sede, espero que já no prazo de 1 Ano a SAJ seja A NOSSA CASA, onde iremos finalmente ter um espaço para convívio, desenvolver e pensar as actividades, bem como fazer fazer as indispensáveis reuniões. A nova sede foi um dos pontos que me fez tomar iniciativa para assumir o cargo, pois ver a obra que está a ser desenvolvida e depois não ter a dinâmica adequada seria lamentável. Quando estiver pronta, penso que seja o factor chave que faltava para que todos queiram fazer parte da SAJ.

– Caracterize os jovens de Santo Aleixo?

Não é fácil essa pergunta, pois tem caracteristicas tão variadas e diferentes que não poderei dar uma resposta uniforme. De qualquer forma, sei que todos eles sentem necessidade de algo mais em Santo Aleixo e penso que a SAJ será esse factor diferenciador.

– Apoiar os associados em busca das melhores saídas profissionais e os jovens a tentar travar a desertificação da região são alguns dos objetivos da SAJ. Quais são as iniciativas que esta direcção tem em mente para apostar nestes dois pontos?

Antes de mais vejo a SAJ como impulcionadora da economia local. Pretendemos que os nossos eventos e outros bens que necessitemos sejam adquiridos em Santo Aleixo, com isto queremos ajudar e ser ajudados, pois deste modo o dinheiro irá circular mas sempre dentro de Santo aleixo e servirá de impulso para a economia. Em relação à desertificação será obviamente através dos eventos e actividades que pretendemos fazer, o que irá trazer dinâmica e movimento à nossa, infelizmente, estagnada aldeia. Estaremos também atentos e iremos divulgar os apoios e iniciativas no âmpito do emprego jovem.

– Defina “Santo Aleixo Jovem” numa frase? E “Santo Aleixo”?

Não irei definir, prefiro falar um pouco de ambos. Apenas gostava que a SAJ fosse encarada como uma associação de todos – para todos, de modo a que todos se sintam integrados e a fazer parte, logicamente, se assim o desejarem. Em relação a Santo Aleixo penso que todos temos um pouco o sentimento de posse e é frequentemente ouvirmos “o meu Santo aleixo…”. Como tal, penso que sozinho ninguem pode mudar o mundo, mas todos podemos fazer um pouco pelo “nosso” Mundo, aquele que nos rodeia. Assim, vejo um importante papel da SAJ em Santo Aleixo, para melhorar a “nossa” Aldeia.

– O que acha de www.santoaleixo.com?

É uma iniciativa de louvar, muito interessante e com um sentimento de recordação pela história e ao mesmo tempo de desenvolvimento bem vincado. Dou-te todo o mérito Jorge Pires, em continuares ligado a Santo Aleixo de uma forma tão ou mais forte e apaixonada como aqueles que cá habitam.

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